Apoios Sociais

Apoios sociais e programas existentes em Portugal

Na página da segurança social, no link “apoios sociais e programas”, são disponibilizadas informações sobre os programas sociais existentes em Portugal destinados a: “crianças e jovens; toxicodependentes, sem-abrigo, deficientes, família e comunidade, vítimas de violência doméstica, doentes do foro psiquiátrico”, entre outros.

No link “Sou cidadão” é disponibilizada toda a informação relativamente a subsídios, complementos, prestações sociais, etc.

Resumo do conjunto de prestações sociais destinadas a pessoas idosas

Complemento por Dependência é uma prestação em dinheiro atribuída aos cidadãos que se encontrem em situação de dependência e que precisam da ajuda de outra pessoa para satisfazer as necessidades básicas da vida quotidiana. A dependência pode ser classificada em 1.º e 2.º graus de acordo com a sua situação

Complemento Solidário para Idosos é um apoio em dinheiro pago mensalmente aos idosos com mais de 66 anos, com baixos recursos e residentes em Portugal

Pensão de Velhice consiste numa prestação paga mensalmente, destinada a proteger os beneficiários do regime geral de Segurança Social e atribuída na situação de velhice presumida em função da idade (66 anos), com o objetivo de compensar a perda de rendimento de trabalho.

Pensão Social de Velhice .é uma prestação em dinheiro, atribuída mensalmente a partir dos 66 anos de idade a indivíduos que não se .encontrem abrangidos por qualquer regime de proteção social obrigatório.

Pensão de Invalidez é um valor pago mensalmente, destinado a proteger os beneficiários do regime geral de Segurança Social nas situações de incapacidade permanente para o trabalho.

Pensão de Viuvez é uma prestação em dinheiro atribuída mensalmente ao viúvo ou pessoa que vivia em situação de união de facto com o pensionista de pensão social.  

Pensão de Sobrevivência consiste numa prestação em dinheiro destinada aos familiares do beneficiário falecido.

Autocuidado do cuidador

A prestação de cuidados informais é uma atividade resultante da interação entre um membro da família e que ajuda o outro (de maneira regular e não remunerada) a realizar atividades necessárias para viver com dignidade. O individuo que se torna cuidador fica envolvido numa situação desafiante e difícil de gerir, que pode representar uma ameaça ao equilíbrio do normal funcionamento pessoal, familiar e social.

Cuidar de alguém pode desencadear alterações na saúde e no bem-estar do cuidador. É importante intervir junto do cuidador informal a nível físico, psicológico e emocional. É igualmente importante ajudar a família a manter a autonomia face às exigências da doença da pessoa dependente, evitando o isolamento e a sobrecarga do cuidador.

Cuidar de uma pessoa em situação de dependência exige muito tempo e dedicação. Uma grande parte do tempo que antes se dedicava ao lazer, é, agora, encaminhado para o cuidado. É muito frequente que o cuidador não disponha de tempo para si. Aliás, quando o faz, surgem muitas vezes sentimentos de culpa associados à ideia de deixar o idoso ao abandono.

Um outro tipo de necessidade consiste em o cuidador poder ser temporariamente dispensado das tarefas e responsabilidades, como por exemplo ser substituído durante algumas horas, durante um dia ou dois (fins-de-semana) ou ao longo de várias semanas consecutivas (no caso das férias).

A sobrecarga na prestação de cuidados pode levar ao stresse do cuidador. Para evitar que tal aconteça é importante que o cuidador aprenda a ganhar algum tempo para si, gerir as tarefas do dia-a-dia de acordo com a importância e prioridades de execução.

A este respeito, é fundamental que o cuidador tenha momentos de descanso e alívio, que pense e cuide de si. O cuidador deve ser incentivado a cuidar de si, salvaguardando a sua própria saúde, através da prática de algumas atividades de relaxamento:

 

Exercício respiratório: de pé, inspirar fundo pelo nariz, expirando de seguida pela boca, calmamente.

Levantar os ombros e inspirar. Expirar, à medida que volta a pôr os ombros na posição inicial (5 vezes cada);

Círculos com os braços: pequenos círculos com os braços, primeiro no sentido dos ponteiros do relógio e, depois, ao contrário (5 vezes em cada sentido)
Rotação dos ombros: fazer movimentos rotativos, com um ombro de cada vez, no sentido dos ponteiros do relógio e, depois, ao contrário (5 vezes em cada sentido); repetir, desta vez, com os dois ombros, simultaneamente (5 vezes);
Movimentos da cabeça: devagar, voltar a cabeça para a esquerda; depois, para o centro e, finalmente, para a direita (5 vezes);
Esticar os ombros: levantar o ombro esquerdo em direção ao ouvido esquerdo. Em seguida, baixar o ombro esquerdo, de modo a esticá-lo. Repetir do lado direito. Levantar os dois ombros ao mesmo tempo. Esticar para cima e, de seguida, para baixo (5 vezes cada);
Levantar os calcanhares: de pé, erguer-se e baixar-se com as pontas dos pés (5 vezes);
Girar o tronco: de pé, com as mãos na nuca, fazer o tronco rodar de um lado para o outro (5 vezes);
Movimentos laterais dos braços: começar com os braços caídos, junto ao tronco. Esticar os braços para os lados e, depois, para cima (5 vezes);
Movimentos verticais dos braços: com os braços caídos junto ao tronco, esticá-los para a frente e para cima. Voltar, lentamente, à posição inicial (5 vezes);
Flexões laterais: com ambas as mãos na nuca, inclinar, devagar e suavemente, o tronco para a esquerda. Regressar à posição inicial. Repetir para a direita (5 vezes para cada lado);
Levar a mão ao joelho: de pé, tentar tocar com a mão direita abaixo do joelho esquerdo e, depois, com a mão esquerda abaixo do joelho direito (5 vezes em cada lado).
De pé, levantar um joelho em direção ao peito, e volte á posição inicial. Repetir com a outra perna. (5 vezes cada);

Há atividades que o cuidador também pode realizar em conjunto com a pessoa dependente: ler algo agradável, ver programas leves na televisão, ouvir músicas, dançar, pequenas tarefas domésticas (se possível) como ajudar a dobrar roupas, ajudar a lavar/limpar louças, passear em locais agradáveis, caminhadas ou passeios de bicicleta (parques, centros de convivência). Também pode recorrer a acupuntura, ioga e reiki.

O cuidador tem de sentir que não está sozinho no cuidado. Sempre que se sentir angustiado, pessimista, desanimado deve partilhar estas emoções com outras pessoas que poderão também estar a passar pelo mesmo. A partilha de experiências semelhantes enriquece o nosso conhecimento.

Enquanto cuidador informal é importante cuidar de si, pois só cuidando de seu bem-estar físico e psicológico é capaz de cuidar de alguém.  O cuidador não deve esperar sentir exaustão para se preocupar com a sua saúde. Esta deve ser uma prioridade para poder continuar o seu trabalho, prevenindo sentimentos de culpa, isolamento e solidão.

Para cuidar de si, o cuidador deve sempre que possível dormir, praticar exercício físico, sair de casa (mesmo que seja ir ao supermercado), e relaxar (independentemente da atividade escolhida).

Se após as atividades referidas o cuidador não se sentir bem é conveniente procurar ajuda especializada, que poderá encontrar nos hospitais, centros de saúde ou em associações direcionadas para o cuidador, como é o caso da AFPA (Associação Fraterna de Prevenção e Ajuda). 

Bibliografia

Saber +: Programas, apoios e projetos

consultar  em: https://biblioteca.min-saude.pt/livro/isolamento#page/38

Autocuidado do cuidador

http://www.saudemental.pt/como-pedir-ajuda/4594064775

https://www.mgfamiliar.net/itemgenerico/que

http://biblioteca.sns.gov.pt/artigo/manual-do-cuidador-informal-de-utentes-dependentes/