O esgotamento do cuidador

Quando temos que cuidar de idosos, ou de pessoas dependentes, costumamos dar prioridade ao dever e às obrigações que temos para com eles e descurar, de certa forma, a nossa vida diária. Se não a conseguimos gerir adequadamente, a situação pode tornar-se complicada.

A 2.ª edição do Seminário do Dia do Cuidador, realizado ontem na Casa da Junta de S. João de Ovar, teve como moderadora a Dra. Júlia Oliveira, Médica do Hospital Dr. Francisco Zagalo, de Ovar.

Dra. Júlia Oliveira, médica do HFZ-Ovar e moderadora, no uso da sua palavra.

 O terceiro painel desta conferência foi da responsabilidade da Dra. Rita Pinto, Psicóloga, que começou por referir que é costume que, nas famílias em que é necessário cuidar de um filho ou de um idoso dependente, há sempre alguém que se converte em cuidador direto. Se não pararmos para refletir um pouco sobre como enfrentar esta situação, podemos vir a sofrer da síndrome do cuidador: um estado de ansiedade, tristeza e esgotamento, conhecido como burnout, produzido pelo stress continuado que acompanha a pessoa que se encarrega de cuidar de outra.

Dra. Rita Pinto, Psicóloga

Assim, a pessoa pretende ajudar, sem pensar que essa tarefa a vai ocupar por muito tempo… Mas aos poucos a pessoa dá-se conta da realidade das mudanças que vão surgindo na sua vida.

A conferencista ainda alertou para a sensação de dever e de obrigação que faz com que muitas pessoas não desfrutem do seu tempo livre necessário. Um direito que nos assiste! E temos de ser realistas, pois durante quanto tempo conseguiremos aguentar essa situação?

O cuidado prestado a alguém doente pode durar anos e se não reservarmos tempo para nós próprios, para sonharmos e fazermos planos para o futuro, sem estarmos com os amigos ou divertir-nos, no final seremos nós que vamos precisar de ajuda a sério.

Neste painel, ficámos a saber que é importante falar sobre o que está a acontecer, quais são os nossos medos e as nossas necessidades. Se precisarmos de ajuda, devemos sempre recorrer a um profissional para saber como enfrentar melhor a situação para gerirmos as emoções daí decorrentes, da melhor forma possível.

Um painel muito interessante em que todos os presentes ainda puderam ouvir os testemunhos de dois pais, cuidadores informais.

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